O que você deve saber antes de se cadastrar no Minha Casa Minha Vida

O que você deve saber antes de se cadastrar no Minha Casa Minha Vida

Divinópolis | Minha Casa Minha Vida | 06/07/2018 | Tempo de leitura: 7 minutos

Por que não pensar em ter um imóvel próprio e abandonar de uma vez por todas o aluguel? Se você está certo de que quer mesmo morar no que é seu, mas ainda não tem uma noção clara sobre como conseguir os recursos financeiros para adquirir um imóvel, saiba como o Minha Casa Minha Vida pode facilitar o financiamento da sua casa ou apartamento.

Morar em um imóvel próprio e deixar de pagar aluguel pode parecer um sonho distante para milhares de brasileiros que, dia após dia, buscam meios para sobreviver em meio ao orçamento apertado. Entretanto, há uma luz no fim do túnel e a tão sonhada casa própria pode estar mais perto do que você imagina!

Ter um imóvel registrado no seu nome não é apenas sinônimo de “lar, doce lar”. Os benefícios da casa própria vão além disso, já que o mercado mostra que um imóvel, seja ele situado em área urbana ou rural, acumula significativa valorização no decorrer do tempo, além de integrar o patrimônio particular de seu proprietário.

 

Você conhece o MCMV? Neste artigo você vai aprender como ele funciona:

 

  1. Minha Casa, Minha Vida
  2. Entenda como funciona o programa
  3. Condições para se inscrever no programa
  4. Simulação do financiamento
  5. Imóveis para todos os gostos

Minha Casa Minha Vida

O programa “Minha Casa, Minha Vida”, popularmente conhecido pela sigla MCMV, é uma iniciativa do Governo Federal que oferece condições atrativas para o financiamento e aquisição de imóveis em áreas urbanas por famílias consideradas de baixa renda. Entre as principais vantagens do programa, estão as baixas taxas de juros e o maior prazo para pagamento do financiamento.

 

Criado por meio da Medida Provisória 459 e Lei 11.977 em 2009, o programa MCMV, de acordo com o Ministério das Cidades, já havia beneficiado, até 2014, 6,8 milhões de pessoas com a entrega de 1,7 milhão de moradias distribuídas em 5.288 municípios brasileiros. Cerca de R$ 217 bilhões foram investidos no programa considerado referência mundial em habitação pela Organização das Nações Unidas.

 

Atualmente, as taxas praticadas nas operações do MCMV 2018 são uma das mais baixas do mercado. O prazo para pagamento do financiamento pode ser de até 30 anos dependendo da idade dos interessados, fato que faz com que o valor das prestações mensais não seja muito alto para caber no orçamento. Muitas vezes, a parcela mensal chega a ser até mesmo menor do que o valor cobrado pelo aluguel de um imóvel.

Entenda como funciona o programa

Agora, que você já sabe que existe um programa para facilitar a aquisição de um imóvel, é preciso saber como funciona o Minha Casa, Minha Vida. O MCMV está distribuído em duas modalidades: financiamento voltado para habitações urbanas e financiamento voltado para habitações rurais. Em ambos os casos, o programa oferece condições especiais de pagamento e taxas de juros atrativas e de acordo com a renda da família.

 

Para se calcular o valor das parcelas e o prazo total do financiamento, o programa é dividido em faixa de renda, que deverá ser comprovada pelo interessado. Na modalidade urbana, existem 4 faixas de renda contempladas:

 

  • A Faixa 1 do programa contempla famílias com renda de até R$ 1.800,00 mensais têm um prazo de até 120 meses para pagamento do empréstimo, com prestações mensais que variam de R$ 80,00 a R$ 270,00.
  • Na Faixa 1,5 são para famílias com renda de até R$ 2.600,00 e têm até 30 anos para pagar pelo imóvel, podendo receber ainda subsídios de até R$ 47,5 mil.
  • A Faixa 2 contempla famílias com renda de até R$ 4.000,00 e podem receber subsídios de até R$ 29 mil.
  • A Faixa 3 são para famílias com renda de até R$ 7 mil.

Em quaisquer uma das modalidades, o imóvel financiado é dado em garantia pela operação de financiamento.

Condições para se inscrever no programa

Uma vez conhecidas as modalidades, o interessado deverá escolher em que faixa deverá comprovar renda. Se a família possuir renda mensal menor ou igual à R$ 1.800,00, é preciso se inscrever diretamente na prefeitura ou em uma entidade organizadora para iniciar o processo de seleção.

 

Aqui, o programa conta amplamente com o apoio do poder público municipal que, muitas vezes, operacionaliza a construção e a entrega das moradias distribuídas nos populares conjuntos habitacionais.

 

Famílias com renda mensal até R$ 7 mil​​ (faixas 1,5; 2 e 3 do programa) podem contratar o MCMV individualmente, apresentando uma proposta de financiamento diretamente à Caixa Econômica Federal ou ao Banco do Brasil, bancos públicos gestores dos recursos.

 

Boa parte das propostas de financiamento são encaminhadas pelos próprios interessados ou por meio de imobiliárias, construtoras ou corretores de imóvel.

 

Mas, antes de mais nada, é necessário escolher o imóvel e qual valor poderá ser financiado.

Cidades Valor Financiado do Imóvel
São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal Até R$ 225 mil
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo. Até R$ 200 mil
Restante do país Até R$ 180 mil
Cidades com até 20 mil habitantes Até R$ 90 mil

Primeiro passo é a simulação do financiamento

De posse das informações e já conhecido o valor do imóvel a ser financiado, o caminho agora é fazer uma simulação. Como exemplo, vamos analisar o caso de um casal, cuja renda bruta mensal seria em torno de R$ 3.800,00. Inicialmente, é preciso reunir a documentação necessária ao processo (RG, CPF, certidão de casamento, comprovante de endereço e comprovante de renda dos compradores).

 

Toda a documentação deve estar atualizada, sendo que os comprovantes de renda (demonstrativo mensal de pagamento de salário fornecido pelo empregador, contra-cheque, entre outros) devem ser os mais recentes possíveis, refletindo fielmente a idoneidade e capacidade de pagamento dos interessados na aquisição do imóvel. Também é necessário apresentar os documentos da moradia escolhida na negociação e ainda dados do vendedor, inclusive do seu cônjuge, caso exista.

 

Tanto Caixa Econômica Federal, quanto Banco do Brasil, possuem simuladores on-line em seus sites na Internet. A simulação é importante, pois oferece um cenário do que será gasto com o pagamento mensal das prestações, o tempo para a quitação total do empréstimo, as taxa de juros contratadas junto aos agentes financeiros (bancos) e o tipo de amortização.

Baixa prestação mensal é um dos atrativos do programa

Uma das principais vantagens do MCMV é o baixo valor da prestação mensal, que não pode ultrapassar os 30% da renda comprovada. No exemplo anterior, onde o casal comprovou uma renda de R$ 3.800,00, a prestação máxima, então, seria de R$ 1,140,00, valor, muitas vezes, inferior ao que se é praticado em contratos de locação de imóveis. Um valor que, sem dúvidas, cabe no orçamento familiar!

 

Outra vantagem são as taxas de juros, consideradas uma das mais baixas praticadas pelo mercado. Para se ter uma idéia, em outros tipos de financiamento, como crédito rotativo ou cheque especial, as taxas de juros podem chegar aos 10% mensais. No MCMV, dependendo da modalidade e renda comprovada, essas taxas não passam dos 5% ao ano.

 

Se não bastassem todas essas vantagens, ainda há a possibilidade do interessado receber um “empurrão” financeiro para concretizar o sonho da casa própria. Aqui, a ajuda ou subsídio pode chegar até aos R$ 47,5 mil dependendo do perfil do comprador. Famílias que têm menor renda recebem subsídios maiores, podendo ainda estar isentas de despesas com seguros e cartórios.

Imóveis para todos os gostos

Se o interessado possuir saldo nas contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), tais recursos poderão ser utilizados como entrada. Atualmente, apenas imóveis novos ou ainda em construção (“financiamento na planta”), sejam eles casa ou apartamento, construídos isoladamente ou distribuídos em condomínios, são financiados pelo programa.  

 

Para os imóveis novos, é necessário que eles tenham o “habite-se”, autorização concedida por prefeituras permitindo que determinado imóvel seja ocupado. Além disso existem 5 condições para que o imóvel seja validado no MCMV:

 

  1. O imóvel não pode ter sido habitado ou transacionado;
  2. Ser construído em alvenaria;
  3. Estar livre de ônus ou outros embargos;
  4. Estar registrado em cartório;
  5. Conter averbação da área total construída na ficha de matrícula do imóvel.

Tudo isso traz mais segurança para a operação, já que, no ato do financiamento com o banco, a escritura do imóvel já sai no nome do comprador.

 

Se você está realmente decidido de que quer morar no que é seu, agende uma visita na Cidade Imóveis e faça o seu cadastro no “Minha Casa, Minha Vida” e veja que o sonho da casa própria está mais perto do que você imagina!

Cidade Imóveis

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